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sede da Embrapa Agropecuária Oeste está localizada
no município de Dourados, na região
sul do Estado de Mato Grosso do Sul, nas coordenadas 22º 14' latitude sul,
54º 49' longitude oeste e a 452 metros acima do nível do mar. Dourados
é a segunda maior cidade do Estado e é o centro de uma região
formada por 39 municípios, totalizando uma população de 700.000
habitantes. Sob o ponto de vista econômico, a região é importante
para o Mercosul, pois faz fronteira direta com a Bolívia e com o Paraguai
e está próxima à Argentina e ao Uruguai. Tecnologias aqui
desenvolvidas têm papel destacado no intercâmbio com esses países,
especialmente com os dois primeiros.
A área de abrangência
da Embrapa Agropecuária Oeste é
a Região Oeste do Brasil, formada pelos Estados de Mato Grosso do Sul e
Mato Grosso, e pelas regiões Noroeste do Paraná e Oeste de São
Paulo. Os ecossistemas presentes no Oeste do Brasil são classificados como:
Cerrados, Pantanal e Mata Atlântica. O relevo predominante é plano
e suavemente ondulado, possibilitando a mecanização. Os solos predominantes
são os Latossolos, especialmente os Vermelho-Escuros de textura argilosa
à média, em sua maioria álicos. A vegetação
original de grande parte dessa região insere-se no que se denomina
complexo do cerrado, ressaltando-se os campos de cerrado e cerradão ou
floresta subcaducifólia. O clima de ocorrência mais comum é
o Aw (Köppen), com estação quente e chuvosa no verão
e acentuadamente seca no inverno.
Nesta região encontram-se também as nascentes de importantes bacias
hidrográficas do continente: para a direção sul, dos rios
Paraná e Paraguai; para o norte, dos rios Araguaia, Xingu e Tapajós.
A atividade econômica
principal é a pecuária extensiva, que ocupa a maioria das áreas
agrícolas e cujo rebanho tem, só em Mato Grosso do Sul, 20,1 milhões
de cabeças. O cultivo de lavouras é também muito importante,
sendo que as principais espécies cultivadas são: soja, milho, algodão,
arroz, milho, trigo, cana-de-acúcar e mandioca. Dessas, a cultura de soja
é a mais expressiva, estendendo-se por cerca de 4 milhões de ha.
Nos últimos anos, a integração de atividades como a agricultura-pecuária
tem sido intensificada; tem havido crescimento da produção de suínos,
aves, peixes e outros, fazendo com que a agroindústria também comece
a se desenvolver, gerando novas perspectivas econômicas para a região.
Destacam-se o potencial
regional de produção dos minérios de ferro e manganês,
de energia elétrica (usinas de Ilha Solteira, Jupiá, Porto Primavera,
Rio Pardo e Costa Rica) e, nos aspectos de transporte, as hidrovias (rio Paraguai,
Tietê-Paraná) e as ferrovias (Noroeste do Brasil e Ferronorte, em
implantação). A região apresenta ainda grande potencial turístico,
destacando-se os ecossistemas do Pantanal (MT e MS), Bonito (MS), Chapada dos
Guimarães (MT) e Costa Rica (MS). |