A Embrapa
Agropecuária
Oeste, atendendo à demanda dos Estados de Mato Grosso do Sul, Mato
Grosso e Regiões Noroeste do Paraná e Oeste de São Paulo,
está recebendo amostras de terra, tecido vegetal e calcário para
a realização das análises:
|
Terra
|
Tecido
vegetal
|
Calcário
| | pH
CaCl2, pH H2O | N,
P, K | CaO,
MgO | | Acidez
potencial (H + Al) | Ca,
Mg, S | Poder
de neutralização | | P,
K, Ca, Mg, Al, | B,
Cu, Fe, Mn, Zn | Reatividade |
| Cu,
Fe, Mn, Zn | | PRNT |
| Matéria
orgânica | | |
| Granulometria | | |
| Qual
a importância destas análises? |
TERRA: através da análise de solo, o agricultor ou pecuarista pode saber
como está a fertilidade do solo e obter indicações corretas
sobre o tipo e a quantidade de calcário e adubo a serem aplicados em cada
gleba de sua propriedade.
TECIDO
VEGETAL: a análise foliar fornece informações
sobre o estado nutricional da cultura, ou seja, permite verificar se o adubo aplicado
supriu as necessidades da planta e se existe deficiência ou toxidez de algum
nutriente. Com base nas informações fornecidas pela análise
foliar, o agricultor pode definir qual o melhor tipo de adubo que deve ser aplicado
na próxima safra.
CALCÁRIO: fornece
informações sobre a qualidade do calcário a ser adquirido.
Permite conferir se a garantia dada ao produto está correta.
|
Como
coletar as amostras?
|
TERRA: no
sistema convencional de preparo do solo, deve-se coletar 20 subamostras
por gleba, nas profundidades de 0 a 20 e 20 a 40cm, colocando-as
em baldes limpos
e separados. Após misturar as subamostras, deve-se retirar cerca de 500g
de amostra composta por profundidade, identificá-las de forma mais completa
possível e enviá-las o quanto antes ao laboratório. Nos três
primeiros anos de implantação do Sistema Plantio Direto, a coleta
de solo deve seguir o mesmo procedimento adotado para o sistema convencional.
A partir do quarto ano, quando as alterações na dinâmica dos
nutrientes no solo tornam-se mais expressivas, deve-se coletar também 20
subamostras por gleba, porém de forma mais estratificada: nas profundidades
de 0 a 10 e 10 a 20cm. |
Instrumentos
utilizados na coleta de amostras de terra. |
TECIDO
VEGETAL: o
procedimento para a amostragem de folhas é específico para cada cultura. Na soja, por exemplo, deve-se coletar
o terceiro trifólio, no estádio de floração plena.
No milho, a folha a ser coletada é aquela localizada abaixo e oposta à
primeira espiga, sem a nervura central, quando 50 a 75% das plantas apresentarem
inflorescência feminina ("embonecamento"). Já no algodoeiro, a folha
a ser coletada é a quinta a partir do ápice da haste principal,
no estádio de floração. Em quaisquer das culturas, deve-se
amostrar cerca de 30 plantas por gleba. |
Na
cultura da soja, coleta-se o terceiro trifólio com pecíolo.
| CALCÁRIO: em
lotes a granel, de até 100t, coletar no mínimo dez subamostras
ao acaso, formando uma amostra composta de 1,0kg. Para lotes com quantidades superiores,
o número de subamostras que formarão a amostra composta deverá
ser aumentado em cinco unidades para cada lote adicional de 100t ou fração.
Ou seja, deve-se coletar 15 ou 20 subamostras, para lotes de até 200 ou
300t, respectivamente.
| Como
encaminhar as amostras? | As
amostras podem ser encaminhadas ao laboratório de solos da Embrapa
Agropecuária Oeste pessoalmente, pelo correio ou através
dos postos de recepção credenciados.
| Como
receber os resultados? |
Os
resultados
poderão ser recebidos no próprio laboratório, por fax ou por email.
Maiores informações também podem ser obtidas pelo telefone
(67) 3416-9700 ou pelo email labsolo@cpao.embrapa.br.
A
qualidade dos serviços oferecidos pelo laboratório da Embrapa
Agropecuária Oeste é garantida pela aferição
periódica dos resultados em dois programas de controle de qualidade de
análises de solo, coordenados pela PROFERT (MG) E EmbrapaSolos (RJ),
e pelo controle de qualidade de análise de tecido vegetal, coordenado pela
ESALQ/USP.
| Sistema
Internacional de Unidades | Recentemente,
os laboratórios de solos passaram a adotar o Sistema Internacional de Unidades
para expressar os resultados das análises de solo e tecido foliar. Por
essa razão, deve-se atentar para os fatores utilizados na conversão
de valores entre as unidades tradicionais e as do Sistema Internacional, a fim
de que não haja erros na interpretação dos resultados das
análises.
.
Fatores de conversão
usados para adequação dos valores das análises de solo e
tecido vegetal, entre as unidades de medida tradicional e do Sistema Internacional.
|
Determinação
|
Unidade de medida
|
| |
Tradicional
|
Sistema Internacional
| | | |
cmolc dm-3
|
mmolc
dm-3
|
mg dm-3
|
g
kg-1
|
mg kg-1
| |
Análise
de solo
| | Al,
Ca e Mg |
meq 100cm-3
|
1
|
10
|
-
|
-
|
-
| | K |
meq 100cm-3
|
1
|
10
|
391
|
-
|
-
| | P,
K, B, Cu, Fe, Mn, Zn |
ppm
|
-
|
-
|
1
|
-
|
-
|
| Acidez
potencial (H+Al), Soma de bases, CTC efetiva (t) e potencial (T) |
meq 100cm-3
|
1
|
10
|
-
|
-
|
-
| | Matéria
orgânica |
%
|
-
|
-
|
-
|
10
|
-
|
| Granulometria
(areia, silte e argila) |
%
|
-
|
-
|
-
|
10
|
-
|
|
Análise
de tecido vegetal
| | N,
P, K, Ca, Mg, S |
%
|
-
|
-
|
-
|
10
|
-
|
| B,
Cu, Fe, Mn, Zn |
ppm
|
-
|
-
|
-
|
-
|
1
|
A
título de exemplo,
caso os resultados da análise de solo sejam expressos, ainda, em meq 100cm-3,
os valores devem ser multiplicados pelos fatores 1 ou 10, para transformação
nas unidades cmolc dm-3 e mmolc dm-3,
respectivamente. A conversão de um teor de K no solo expresso em meq 100cm3
ou cmolc dm-3, para ppm ou mg dm-3, deve ser
feita pela multiplicação do valor por 391. Na análise de
tecido vegetal, resultados expressos em % ou ppm devem ser multiplicados por 10
e 1, respectivamente, para conversão em g kg-1 e mg kg-1.
Os
resultados de saturação
por bases (V%) e por alumínio (m%) continuam expressos em percentagem (%),
porém o cálculo da necessidade de calagem deve levar em consideração
a unidade adotada:
Texto:
Carlos Hissao Kurihara e William Marra Silva
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